Ode à alegria
Mesmo que eu não tenha motivo aparente para me alegrar.
Mesmo rastejando neste chão de equívocos
que é a noite escura da existência,
ah, eu me deixo tomar por alguma Alegria
que brota do mais alto e do mais baixo de todos os lados
porque o centro do mundo e o próprio eixpo do universo
batam aqui, exatamente aqui onde estou.
Onde SOU.
Dizem que o mundo mudou muito!...
Hoje já tem divórcio...
Dizem que o lundo virou maxixe
que virou samba que virou... sei lá!
Dizem que o homem há foi a luqa
mas negro brasileiro até hoje não s elibertou.
Dizem que a vocação do Brasil é à deriva...Será?!
Dizem que logo-logo vão descobrir
a cura completa da Aids mas
o ser humano é incurável!
E dizem que um dia eu vou morrer do coração. Quem sabe?
O que eu sei é que ainda que eu tenha compreendido todos so
mistérios, se não tiver Amor,
Eu não terei compreendido nada.
O que eu sei-é que ainda-que eu tenha-
Compreendido-todos os mistérios....
se eu não tiver Amor- eu não terei compreendido nada.
O que eu sei,
é que precisamos todos beber da Alegria,
Da Alegria- que é a face visível do Amor.
Eu sei que o tempo todo a grande Morte nos espreita,
sei o quanto é cruel
estarmos assim diante das trevas
e possuímos de todas das dúvidas.
Mas sei também que existe um SIM!
E repito que este SIM foi, é e será, sim, a Alegria!
A Alegria-Pássaro que estende suas asas sobre nós
e nós sorrimos, apesar de tudo e de tudo.
E eu respondo a todos os insultos
com uma alegria...ÍSSIMA!!!
E digo ao mundo que se um vier, eu a defenderei.
E se três ou quinhentos vierem eu a defenderei.
Eu a defenderei contra todos os horrores,
defenderei, defenderei
e responderei a todas as infâmias com Alegria
e ainda que eu morra...(ouviu Deus?)
Ainda que eu morra,
como um cão bravio
defenderei a minha capacidade (mortal!)
De viver em Alegria!
Créditos a João de Silvério Trevisan.

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